segunda-feira, 4 de outubro de 2010

A História das Coisas.

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No documentário “A História das Coisas” percebe-se a preocupação dos autores em mostrar de forma simples, inteligente e crítica ao se fazer uma reflexão sobre o modelo capitalista hegemônico no mundo atual.
Descortina as facetas e estratégias de seus atores no processo histórico contemporâneo num esforço para implantar e legitimar audaciosamente o capitalismo, atingindo e dominando os setores tanto políticos quanto sociais. Busca fazer com que estes setores cumpram seus caprichos, mesmo que deixem um legado prejudicial a curto e longo prazo ao meio ambiente e a população de modo geral ao considerar produtos (confeccionados de modo a ser trocado o mais rápido possível) e pessoas, como peças descartáveis.  Para que o sucesso deste modelo viesse a se concretizar, foi usado de forma perspicaz, nos momentos de crise econômica pelos mentores capitalistas com ideologia liberal, acirraram métodos/ fórmulas que forçaram o Estado a retirar-se da função intervencionista nas políticas sociais, responsabilizando a própria sociedade para que esta, com insumos provindos de empresas particulares em conjunto com subsídios públicos criem formas de superar as deficiências, ou lacunas deixadas pelo primeiro setor, representados pelas entidades Municípios, Estados e União. 
A omissão do estado faz entrar em cena organizações supostamente candidatas a prestar serviço sem fins lucrativos. Qualificam-se e tornam-se capazes de gerar funções de caráter público em busca da promoção do bem estar social nos pontos carentes deixados pelo governo. O terceiro setor não resolveria todos os problemas, mas complementaria tais deficiências tendo como relevância dar continuidade e não entravar a engrenagem da máquina capitalista que metamorfoseia-se transformando a sociedade segundo suas necessidades.
Maria das Dores e Rita de Cássia

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